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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A ponte antiga de Torres que cruzava o Rio Mampituba e que caiu em 1984

A história da ponte que desabou com políticos, curiosos e até o padre durante a inauguração

Travessia que liga Torres (RS) a Passo de Torres (SC) foi palco de incidente improvável em 1984

Foto tirada depois do acidente, ocorrido em 22 de dezembro de 1984

O prefeito de Torres marchava com secretários e vereadores de um lado. Do outro, liderando a comitiva catarinense, vinha o chefe do Executivo de São João do Sul — hoje emancipado, Passo de Torres era distrito desse município na época. O protocolo previa pompa: os dois se encontrariam exatamente no centro da nova ponte para pedestres, dariam um sorriso cheio de dentes para as câmeras dos fotógrafos e descerrariam a fita inaugural da estrutura sobre o Rio Mampituba.

Nunca chegaram nessa parte.

"O padre dá a bênção... E a nova ponte pênsil despenca." Foi esse o título da reportagem na ZH de 24 de dezembro de 1984. Incluindo políticos, curiosos e o próprio vigário, pelo menos 40 pessoas foram lançadas na água quando a peça responsável por esticar um cabo de aço se quebrou e a ponte inclinou-se para um lado. Algumas pessoas tentaram se segurar, ficando penduradas por um momento, mas acabaram submergindo também.
Não houve mortos.
Fonte: RBS

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

quinta-feira, 26 de julho de 2018

HOTEL RIOGRANDENSE -

HOTEL RIOGRANDENSE.
O Libanês José Jorge Muri comprou uma gleba , de mar à lagoa de Inácio José de Araújo, onde seu filho Alberto Diniz Muri estabeleceu uma chácara e fez uma estalagem devido a sua proximidade com a estrada da Laguna . Mais tarde, por volta de 1926 compro de Artur Pinheiro Prestes 99m à beira mar.
Por volta de 1927, o carpinteiro Juca Valim, famoso por sua habilidade, construiu ali um Hotel com dois andares, em madeira, bem como os chalés localizados ao lado.
Mais tarde Alberto Muri vendeu o Hotel para Ramiro Corrêa da Silva.
Ramiro Corrêa da Silva era natural de Sapiranga, onde possuia uma pedreira.
Devido a dificuldades econômicas vendeu o que lá possuia e veio estabelecer-se em Capão da Canoa , onde comprou o Hotel com o compromisso de quitar o mesmo em dois anos, porém o lucro foi grande e em um ano conseguiu saldar a dívida.
Em 1930 o0 Hotel foi reformado. O mesmo era composto por 23 chalés , todos de madeira. Em cada um havia um quarto com cama de ferro e colchão de palha ou clina, jarro de alumínio e bacia esmaltada. O banheiro era fora do chalé, sendo coletivo. O refeitório era um salão onde realizam os bailes, e anos mais tarde passou a funcionar o boliche, uma idéia do neto do Sr. Ramiro.
A segurança do hotel era realizada por gansos que circulavam livremente pelas redondezas.
O Hotel tinha capacidade para aproximadamente 80 pessoas e funcionava inverno e verão. Era servido aos hóspedes café da manhã e o da tarde, sendo que o almoço poderiam optar pelos restaurantes existentes, tais como : do Né, Bolinha e mais tarde Maquné e Meu Pontinho.
As primeiras aulas ministradas em Capão da Canoa teriam acontecido nas dependências superiores do Hotel Riograndense.
O Hotel foi o primeiro empreendimento do Sr. Ramiro em Capão da Canoa.
Fonte : Raízes de Capão da Canoa - 2004

quarta-feira, 25 de julho de 2018

ARROIO DA PESCARIA - CAPÃO DA CANOA- RS

O ARROIO DA PESCARIA. Wilmar Orestes Serra
As nascentes do Arroio da Pescaria localizam-se nos antigos terrenos alagadiços das terras onde atualmente situa-se o município de Xangri-lá. Suas àguas, antes volumosas, serenas e cristalinas, produziam uma quantidade acentuada de peixes de espécies diversificadas com tamanhos por vezes até surpreendentes , daí a razão desse corrégo ter se tornado um dos arroios mais procurados da região, não só por pescadores, mas por caçadores também.Isso se devia naturalmente ao fato de ser, naquela época, esta região muito rica em sua fauna.
O Arroio da Pescaria corria no sentido sul-norte, numa distância de aproximadamente 7 km; suas àguas atingiam o ponto onde hoje localiza-se o Ginásio de Esportes Otto Birlem.Nesse local, seu curso tomava o rumo leste, isto é, em direção ao mar, passando por entre as ruas atualmente denominadas Tupinambá e Pindorama, indo lançar-se ao Atlântico, nas cercanias do local, onde ficava o Baronda.
Em 1970, entretanto finalmente este problema foi definitivamente resolvido, uma vez que o seu curso foi desviado para o rumo oeste, ou seja, em direção a Lagoa dos Quadros.
Na foto o Engenheiro Dr. Sturnhelei.
Fonte : Livro de Avelino Alves Verlindo.
Título: Capão da Canoa de ontem e de hoje - 1900/2000

terça-feira, 24 de julho de 2018

FARÓIS DE CAPÃO DA CANOA .

FARÓIS DE CAPÃO DA CANOA
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FONTE : Capão da Canoa de ontem e de hoje - Avelino Alves Verlindo.

Na época onde hoje situa-se Capão da Canoa, foram instalados três faróis pela Marinha de Guerra do Brasil. O primeiro farol instalado nesta àrea verificou-se por volta da primeira década deste século e sua localização ficava onde atualmente há o cruzamento das ruas Guaraci e Tupinambá. Entre os anos de 1929 e 1930, a Marinha deliberou substitui-lo por um outro de maior porte, oportunidade em que aproveitou , também , para efetuar a sua remoção do local em que se encontrava , para um outro ponto, a qual entendeu de melhor posição, onde aliás, permanece até hoje numa àrea verde que, com o passar dos anos, veio a denominar-se "PraçaCaramuru"
Algumas décadas mais tarde, a Marinha voltou ao local e entendeu por bem aumentar um pouco mais a altura desse farol, ao mesmo tempo em que decidiu revesti-lo com pastilhas nas cores azul e branca, isto é nas suas cores, com desenhos em faixas horizontais, o que lhe deu, na realidade, um belo destaque.Os dois primeiros faróis, construidos pela Marinha nesta àrea, estiveram por muitos anos, sob a guarda do faroleiro Guilherme Martins Veras. Em 1992, a Prefeitura Municipal, na pessoa do então prefeito Ledorino Brogni, em sua primeira gestão, acordou em construir com a Marinha um novo farol e afixá-lo em outro local onde novamente suas funções voltassem a ser desempenhadas sem nenhum prejuizo para a navegação costeira do Estado. O novo farol já se encontra em pleno funcionamento desde maio de 1992, tendo sido construido em uma àrea verde situada junto a Quadra 6 H,próximo ao mar , na divisa de Capão da Canoa com a praia do Araça . Sua altura mede 25m, com 63m2 de àrea construida, e obedeceu a um projeto do engenheiro civil caponense Hélio Roni Alves da Rosa. sendo seu projeto supervisionado pela Marinha Brasileira . O antigo farol, localizado na paraça Caramuru, encontra-se, atualmente desativado, sendo um dos marcos históricos mais significativos do município Caponense.
Fonte : Livro Capão da Canoa de ontem e de hoje 1900/2000
de Avelino Alves Verlindo.