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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Dr.José Carrasco Valenzuela - Primeiro médico de Capão da Canoa 1968

Uma singela homenagem a este médico que nos deixou e que muito serviço prestou a esta comunidade
.JOSÉ CARRASCO VALENZUELA.
"Estará sempre vivo nos corações dos Caponenses"
Primeiro médico de Capão da Canoa - Livro Raízes de Capão da Canoa.
Boliviano de nascimento, brasileiro por opção e gaúcho, ou melhor, caponense de coração. Cheguei ao Brasil em 1960 e fiz cursos de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1968 fui procurado pela madre superiora da ordem das Filhas da Santa Maria da Providência, que administravam o Hospital Beneficente Santa Luzia de Capão da Canoa.
A bem da verdade devo relatar que alguns colegas médicos, antes de nós clinicaram nesta cidade como foi o caso do Dr. Edson que tinha seu consultório no Edifício Pindorama em uma sala ao lado do salão de beleza luba, porém este colega só trabalhava nos meses de verão, também tentaram clinicar o Dr. José Carlos, que não permaneceu e o Dr. Genaro que também não ficou.
Após alguns anos à minha vinda a esta cidade, começaram a chegar outros colegas como o Dr. Walker Mostajo, Dr. Èlio Alcoba Arnez, Dr. José Sala Pereira, Dra. Gladis Vercelino entre outros.
Devo manifestar que durante estes 36 anos de profissão tivemos o privilégio de atender 3 gerações de famílias importantes e que iniciaram a vida e desenvolvimento de Capão da Canoa , como as famílias :Mury ,Bassani, Boff, Birlem , Alves, Germano, Almeida, Dewes e outras
Com muito carinho lembro dos pacientes que dei assistência médica e consegui prolongar sua existência até um século de vida como foi o caso da Sra. Monica de Almeida (mais cohecida como Picucha) que faleceu com 104 anos.
Dr. José,faleceu dia 7 de agosto de 2016,e foi homenageado, com seu nome em um posto de saúde na aldeia.
Nota : O relato é bem mais longo e consta da pagina 243 à 245 do livro Raízes de Capão da Canoa .

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Posto Shell em frente da prefeitura de Capão tem mais de 60 anos, será demolido em março 2018




Será demolido em março de 2018 para construção de um prédio de 12 andares.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Seu carretel, antigo morador de Capão da Canoa, muito conhecido pelos moradores.

O lanterninha tem saudade

É difícil convencer o Carretel a falar sobre a época mais divertida da sua vida. Deve ser porque o Cine Mar, o cinema de Atlântida onde trabalhou como porteiro, lanterninha e gerente de 1958 a 1979, já não existe mais. Desativado em 1979, ficou abandonado até o telhado ruir e ter de ser demolido. Ficou meio doloroso para o Carretel relembrar os anos de ouro do cinema, localizado na Avenida Paraguassu. Mas depois que engata no tranco, ele volta a sentir a felicidade daquele tempo e abre um sorrisão.

- Eu tenho saudade daquela época. Era divertido. Os 600 lugares estavam sempre 80% ocupados. E eu via os jovens namorando - recorda Calino Monteiro Fernandes, o Carretel.

Eram outros tempos. O gerente do cinema, Wilson Dieterich, tinha de levar os filmes aos pedaços, de lambreta. Se tivesse algum problema, os espectadores tinham de esperar até que chegasse o rolo da próxima sequência.

Um dos maiores desafios daqueles dias para Carretel, hoje com 73 anos, era impedir que as diabruras da rapaziada prejudicassem o cinema. Uma turma o incomodava especialmente. Eram os tipos que instalavam uma espécie de palito de cheiro ruim no banheiro. Aos poucos, o budum se espalhava pelo cinema. As vaias tomavam conta. Era um bruto cheiro de cocô.

- Eu tinha que pegar os líderes. Mas, naquela época, a gente tinha medo de tocar nos guris, que eram uns filhinhos de papai - diz.

Carretel armou um plano. Montou um time de futebol com os guris para identificar cada um e dar um jeito de fazê-los abandonar a brincadeira fedorenta. O resultado foi diferente do esperado. O time começou a ganhar e não parou mais. Venceu tudo que era campeonato, e os rapazes deixaram o cinema em paz. Carretel ganhou um aumento de salário.

E o apelido? Quando jovem, Fernandes era um baita corredor. Como batia qualquer um, ficou sem graça competir com ele. Então, criaram uma regra especial: ele ficava deitado na pista, segurando uma fita. Quando os competidores passavam e a rompiam, Fernandes podia levantar e sair atrás dos concorrentes. Por causa da fita, levou o apelido de Carretel.

Com cinco filhos, aposentado desde 2007, Carretel não esbanja velocidade mais, porém, continua cheio de energia. Ainda que more longe da praia, não deixa de ir ao mar. Em vez da pernada até a orla, deve ser um dos poucos banhistas a chegar à areia de bicicleta.